RECICLAGEM

Preciso reciclar minha alma. Final de ano tudo gasto não resta mais paciência, tolerância, até o amor que nunca acaba está no fim do pote sagrado, que é meu coração.

Pego a paciência ou que restou da coitada. Ela se desgastou com tantas filas desnecessárias, tantas burocracias que só existem para dificultar a vida do honesto. Foram tantas as mazelas, tantas agressões que quase nada restou. Sofri ao vê-la assim. Com zelo comecei a reciclar e passo a passo consegui restaurar. Deixei novinha para o próximo ano. Ela precisará estar forte para deixar fluir a esperança.

A tolerância eu usei toda. Ela precisou suportar abusos, agressões, injustiças, frases rudes, palavras e músicas obscenas. Tomei-a em minhas mãos, estava frágil e debilitada. Limpei as marcas deixadas e restaurei cada estaca que a sustentava. O mais difícil foi o equilíbrio entre aceitar ou não aquilo que não se quer ou não se deve.

Agora o AMOR. Este nunca diminui ou acaba, mas, às vezes fica ferido e arranhado. Precisa de um bálsamo. Este bálsamo nós encontramos nos amigos que estejam repletos de amor. Amigos são assim sempre nos ajudam a restaurar o amor.

Tudo reciclado, tudo tão bem restaurado que ficaram novinhos outra vez: PACIENCIA, TOLERANCIA E AMOR serão meus companheiros de  viagem neste NOVO ANO.

~ Édina Sabino ~

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Quereres

Não tenho mais paciência para ilusão
Nem para dúvidas…
Quero o sim ou o não
Quero o frio ou o quente
Quero o agora, o que tenho em mãos…
Não me enchem os olhos muita conversa
Me encantam atitude e decisão
E não importa que choque com minha opinião
Quero verdade e certeza, a certeza do que existe hoje
Pois ela é o que guia meu coração…
E se amanhã forem outros quereres
Se amanhã forem outras certezas
Saberei pelo menos que o ontem fez valer minha decisão
Mila Odinino

Surpresaaa

As surpresas que a vida nos prepara são incríveis.

Você demora pra tomar todas as decisões cabíveis, sofrendo por antecipação, refletindo sobre as consequências , daí vem o “destino”, e nos joga um “kinder ovo“ com a única coisa dentro que você nunca esperava.

Como disse em um post anterior, estou aprendendo o que é paciência, achei que tinha aprendido a lição de uma vez por todas, mais meu coração infantil insiste em ver coisas que não existem. Então, em um momento débil, resolvi mudar o jogo, olhar para os lados, depois de “ouvir” um amigo de longas datas dizer, que não me reconhecia, que eu não era assim. Resolvi analisar e verificar com cautela o que mudou em mim. E descobri, acreditem, sem muito esforço. Eu, uma pessoa que tenho dificuldades com o NÃO, estava simplesmente paranóica por ter que escuta-lo e “vê-lo” todos os dias. Então pensei, como sair desta situação, antes dela me engolir e me modificar pra sempre. A resposta estava em mim. Voltar a ser quem era, jogar tudo pra cima.

Com esta mudança veio a felicidade bater novamente em minha porta, simplesmente voltei a ser eu, depois de 5 meses, sentindo, sofrendo e analisando todas as consequências, posso até não ter deixado de ama-lo, mas não vou mais ficar como alguém que espera ganhar na loteria, apenas parada olhando um bilhete. Vou viver !!! Como me resguardar pra uma coisa que pode nunca acontecer ? : /

Vou à luta, e como diz o velho ditado “Deixo livres as coisas que amo, se voltarem foi porque as conquistei, senão foi porque nunca as possui”. Pode parecer delirio, mas quando li esta frase a primeira vez pensei – que loucura, vai parecer desapego ou desatenção.. como a pessoa vai saber que ainda a amo? Mas a frase é perfeita. Não adianta querer  “matar o mundo”, não adianta se angustiar. O mais difícil em todas as raças e etinias, ésimplesmente o lidar com as pessoas. Entender o próximo (ainda mais quando ele não esta tão próximo), é um  exercício milenar. E eu, uma criança ainda, o que sei? Como posso tentar entender alguém, ainda mais uma pessoa calada, introspectiva talvez pelas próprias cicatrizes da vida. Preciso respeita-la ! Concordo que alguns passos que tomei foram incertos, talvez cobrança demais, talvez verdades demais.

Agora as minhas verdades estão vindo a tona (este é o meu “kinder ovo”). Vontade de reconhecer a antiga Ellen, uma pessoa forte, que nunca parou para sofrer (não por tanto tempo), porque a felicidade nunca deu espaço suficiente.  E na boa, a vida é muito curta pra ficar parado.

By Ellinha