RECICLAGEM

Preciso reciclar minha alma. Final de ano tudo gasto não resta mais paciência, tolerância, até o amor que nunca acaba está no fim do pote sagrado, que é meu coração.

Pego a paciência ou que restou da coitada. Ela se desgastou com tantas filas desnecessárias, tantas burocracias que só existem para dificultar a vida do honesto. Foram tantas as mazelas, tantas agressões que quase nada restou. Sofri ao vê-la assim. Com zelo comecei a reciclar e passo a passo consegui restaurar. Deixei novinha para o próximo ano. Ela precisará estar forte para deixar fluir a esperança.

A tolerância eu usei toda. Ela precisou suportar abusos, agressões, injustiças, frases rudes, palavras e músicas obscenas. Tomei-a em minhas mãos, estava frágil e debilitada. Limpei as marcas deixadas e restaurei cada estaca que a sustentava. O mais difícil foi o equilíbrio entre aceitar ou não aquilo que não se quer ou não se deve.

Agora o AMOR. Este nunca diminui ou acaba, mas, às vezes fica ferido e arranhado. Precisa de um bálsamo. Este bálsamo nós encontramos nos amigos que estejam repletos de amor. Amigos são assim sempre nos ajudam a restaurar o amor.

Tudo reciclado, tudo tão bem restaurado que ficaram novinhos outra vez: PACIENCIA, TOLERANCIA E AMOR serão meus companheiros de  viagem neste NOVO ANO.

~ Édina Sabino ~

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Delírios e Suspiros

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“Eu não sou tão forte quanto eu previa,nem tão fraca quanto eu temia.

Não tenho o passo rápido como eu gostaria, nem paraliso como poderia.

Aprendi a me equilibrar nos extremos. Se não tenho o direito de escolher todos os acontecimentos, me posiciono de acordo com os fatos.

No final, o que me move não é forte o suficiente pra me derrubar, mas é intenso o bastante pra me fazer ir além.”

Fernanda Gaona

Definição: Lágrima

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Lágrima: 1. saudade na forma líquida; 2. mistura de água do mar com alma moída; 3. secreção aquosa expelida através dos canais lacrimais quando se espreme o coração; 4. felicidade que escorre pela face; 5. estrela cadente que despenca do céu dos olhos de quem ama; 6. motivo da existência de lenços brancos; 7. resultado da fusão de sentimentos contraditórios quando submetidos a altas temperaturas; 8. nome comumente dado ao fim de um romance; 9. momento que antecede o adeus;  10. pedaço de ontem; 11. antônimo de desprezo; 12. matéria-prima das jujubas; 13. grande inspiração dos poetas; 14. fado de Amália Rodrigues; 15. na Europa, folha que cai da árvore quando chega o outono; 16. na infância, associada ao berro, alarme de fome; 17. na velhice, fome de colo; 18. névoa úmida que cobre o mundo quando chove dentro da gente. (Ex.: “Não, isso não é lágrima, não. É que a felicidade virou mar dentro de mim e a maré acabou de subir”. – in Coisas de Amor Largadas na Noite, A. Gonçalves)

http://www.overmundo.com.br/perfis/andre-goncalves

Física da Procura

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“No fim, comecei a acreditar em algo que chamo de física da procura. Uma força governada por leis da natureza tão reais quanto a lei da gravidade.

A regra da física da procura é mais ou menos assim: se você tiver coragem de largar tudo que é familiar e confortante, que pode ser sua casa ou arrependimentos e sair em busca pela verdade seja, ela externa ou interna.

E se considerar tudo que acontecer na jornada como um indício, e aceitar todos que conhecer como um professor.

E se tiver preparado acima de tudo para enfrentar e perdoar realidades difíceis sobre si mesmo, a verdade não será retida de você.”

 

~ Comer, rezar e amar ~