III História…

Tinha o costume de enrolar na cama, ainda tentou, mas a lembrança do sonho a fazia ficar inquieta. Resolveu levantar e tomar um banho já para ir para o trabalho.

Estava impossível de se concentrar, parecia que um filme estava passando em sua mente, sentia calafrios e arrepios pelo corpo e em todos os momentos alguém lhe perguntava:

– Thabatah, você esta me ouvindo?? Está tudo bem ?

O tempo estava correndo e a vida se tornava cada vez mais curta, decidiu de uma vez por todas jogar as cartas na mesa e se declarar para o Igor. Não tinha mais idade para estar passando por esta angustia, tinha que ser dona de si, ou melhor, dos próprios sentimentos.

Já era à noitinha quando decidiu mandar uma mensagem para o celular do Igor.

“Preciso falar com você!”

pensativa

Direta e reta ela sabia que quando ele recebesse, logo entraria em contato por perceber a frieza e a urgência desta simples frase.

Horas se passaram e nenhuma resposta foi recebida, com um copo de vinho na mão adormeceu no sofá aguardando um retorno.

Acordou assustada percebendo que perdera a hora e sentia o corpo magoado por uma noite mal dormida. Sem pensar em nada pela pressa, foi trabalhar.

Antes do meio dia recebeu uma ligação de um número estranho.

– Bom dia! Eu sou a Barbara namorada do Igor.. você mandou uma mensagem para ele ontem…

O ar faltou em seus pulmões, sentia a mão gelada como uma adolescente que é pega em flagra. Mas decidiu que se era para ganhar que o jogo, que a verdade estivesse em 1º lugar. Estava disposta a ver aonde toda esta história levaria.

– Bom dia, sim eu mandei… – e antes que pudesse terminar a frase, Barbara começou a falar com uma voz embargada.

– Eu estou ligando para lhe informar que ontem o Igor sofreu um acidente de carro, ele está hospitalizado, ainda inconsciente, mas não foi nada muito grave.

Com a cabeça ainda rodando com tantas informações infortunas quase gaguejou ao tentar falar.

– Em que hospital ele esta? Em que quarto? Posso ir visita-lo? – Depois de todas as informações passadas desligou o telefone.

Sentou por não aguentar o peso da tristeza em seu coração, e por mais que tivesse temor a Deus, questionou o porquê daquilo tudo quando depois de tantos anos ela finalmente resolveu entregar os seus sentimentos, uma coisa tão trágica assim pode ter acontecido.

(continua…)

By Ellen Figueira

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Sobre Ellen Figueira

Baiana, administradora, inspirada, apaixonada pela vida e louca nas horas vagas.

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