Olhares

Olhos que vagueiam curiosos

Paralisando no desconhecido

Milimetrizando detalhes

Olhos que observam sorrisos

E encontram lábios que sorriem sozinhos

Escondendo olhos repletos de tristeza

Medo, agonia e insegurança,

Consumindo pessoas incríveis

Reféns de uma inversão de valores maluca

Que tantos cultuam em vão

Assim, vejo o mundo e te vejo

Pelas frestas, pelos cantos dos quadros

E te decoro numa frequencia que já virou rotina

Rotina boa, secreta e indiscreta

Num jeito torto, jeito meu de te ganhar

Sem que você saiba, num silêncio velado

Ainda que decifre meu olhar.

Mila Odinino

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